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Mensagem do Papa Francisco- As Obras de Misericórdia Corporais

A praça São Pedro acolheu mais de 25 mil fiéis, entre os quais inúmeros brasileiros, para a Audiência Geral desta quarta-feira, dia 26, com o papa Francisco. O santo padre destacou a responsabilidade de todos com os refugiados.

Em sua catequese, o pontífice deu sequência à reflexão sobre as obras corporais de misericórdia. Na semana passada, falou sobre dar de comer e de beber. Desta vez, comentou outras duas: era estrangeiro e me hospedastes; estava nu e me vestistes.

"A crise econômica, os conflitos armados e as mudanças climáticas obrigam tantas pessoas a emigrar. Todavia, as migrações não são um fenômeno novo, mas pertencem à história da humanidade. É falta de memória histórica pensar que são características dos nossos anos", disse o papa, citando como exemplo episódios bíblicos, como o de Abraão, do povo de Israel e da própria família de Jesus. "A história da humanidade é história de migrações: em todas as latitudes, não há povo que não tenha conhecido o fenômeno migratório."

Crise econômica gera muros e barreiras
Hoje, lamentou Francisco, o contexto de crise econômica favorece atitudes de fechamento e não de acolhimento. Em algumas partes do mundo, surgem muros e barreiras. O instinto egoísta ofusca o trabalho de quem se esforça em assistir os migrantes.  Mas o fechamento não é uma solução; pelo contrário, favorece os tráficos criminosos. A única via de solução é a da solidariedade, à qual os cristãos são chamados com particular urgência.

"É um compromisso que envolve todo mundo, ninguém está excluído. As dioceses, as paróquias, os institutos de vida consagrada, as associações e os movimentos são chamados a acolher os irmãos e as irmãs que fogem da guerra, da fome, da violência e de condições de vida desumanas. Todos juntos somos uma grande força de amparo para quem perdeu a pátria, a família, o trabalho e a dignidade."

A lição da senhora com o migrante no táxi
O papa então contou aos fiéis um fato ocorrido poucos dias atrás, de um refugiado que procurava o caminho para atravessar a Porta Santa. Uma senhora ofereceu ajuda e parou um táxi para que acompanhasse o rapaz. No início, o taxista não queria que o migrante entrasse no carro, pois estava descalço e cheirava mal. Ao final acabou cedendo e, no caminho, ouviu a história de dor e sofrimento que o refugiado contou à senhora. Esta, quando quis pagar a corrida, ouviu do taxista que era ele quem deveria pagá-la, pois esta história havia mudado o seu coração. Esta senhora conhecia a dor de um migrante, porque tinha sangue armênio e conhecia o sofrimento do seu povo. "Pensem nessa história e pensem no que podem fazer pelos refugiados."

E esta foi exortação final de Francisco:
"Queridos irmãos e irmãs, não caiamos na armadilha de nos fecharmos em nós mesmos, indiferentes às necessidades dos irmãos e preocupados somente com os nossos interesses. É precisamente na medida em que nos abrimos aos outros que a vida se torna fecunda, as sociedades reconquistam a paz e as pessoas recuperam sua plena dignidade. E não se esqueçam daquela senhora, daquele migrante e do taxista do qual o migrante mudou a alma.

Fonte: www.pom.org.br



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